Capa A Chave de Davi

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

A religião verdadeira é a que faz da diversidade a unidade (Artigo de José Reis Chaves).

Texto a ser comentado de: José Reis Chaves:A religião verdadeira é a que faz da diversidade a unidade

PUBLICADO EM 01/05/17 - 03h00 
 
A religião, para ser verdadeira, é aquela que une fraternalmente todas as pessoas. Assim, o religioso fundamentalista, que faz da sua religião um instrumento de separação e de condenação das outras religiões, está na contramão das religiões. Na verdade, seu adepto é arrogante, orgulhoso, egoísta e sem uma das mais importantes e fundamentais virtudes, ou seja, a da humildade. Já o religioso verdadeiro respeita e até ama todas as outras religiões e, principalmente, seus adeptos.

Mas, infelizmente, o que mais vemos acontecer entre muitos religiosos é o contrário, pois, desarmonizam-se com os que não são seguidores de suas religiões ou sem religião, fazendo, pois, da sua uma religião exclusivista, isto é, como sendo a única verdadeira e salvadora. Mas o religioso autêntico tem uma crença inclusivista ou aquela que valoriza também as outras crenças e que respeita até o ateísmo, não discriminando, portanto, os ateus, que, por vezes, são melhores diante de Deus do que um religioso que está frequentemente na igreja.

Para essas pessoas assim, aqui vai o lembrete de um ensino muito oportuno do Mestre dos mestres sobre o que estamos falando nesta coluna: “Se, pois, trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5: 23 e 24). E por analogia com esse ensino, podemos dizer, de modo racional, que ele vale também para as nossas preces, sejam elas dentro de uma igreja, templo, sinagoga ou centro espírita. E esse ensino nos mostra que é necessário e que é até mais importante estarmos em paz com todos os nossos semelhantes do que estarmos fazendo qualquer espécie de um agrado a Deus, já que estarmos em paz com todas as pessoas, estaremos de fato religando-nos com Deus, o qual não precisa de nenhuma oferta.

E há religiosos fundamentalistas que apelam para tudo para fazerem de sua religião a única verdadeira, imitando a Igreja do passado que falava que fora dela não havia salvação, o que se justifica pelo fato de isso ter sido numa época em que a humanidade era ainda pouco evoluída, científica e culturalmente. Mas hoje, em pleno século XXI, há a Igreja dos Testemunhas de Jeová, a da Assembleia de Deus e outras igrejas evangélicas que ainda cometem esse mesmo erro egoísta de ensinarem que somente as suas respectivas igrejas salvam.

E muitos até passam por cima dos textos bíblicos fazendo da Bíblia uma grande confusão. Por exemplo, o adjunto adverbial grego “anothen” (de novo) do texto evangélico: “É necessário nascer ‘de novo’ para se conseguir o reino dos céus” (João 3:3), porque ele traz com uma clareza meridiana a ideia da reencarnação, e algumas igrejas passaram a traduzi-lo assim: É necessário nascer “do alto”, em vez de conservarem a tradução correta clássica nascer “de novo”.

Mas como diz o adágio popular, os que fizeram essa alteração do texto bíblico “deram com os burros n’água”, pois nascer “do alto” mantém igualmente a ideia da reencarnação, já que o espírito que reencarna vem também “do alto”!

Esses religiosos fundamentalistas contrários à verdade bíblica da reencarnação, além de falsificarem a Bíblia, levam as religiões aos conflitos, em vez de à diversidade com a unidade! Ademais, eles ainda se consideram os verdadeiros cristãos!

Fonte: Link da pupblicação original (clique aqui).
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Comentários de Chester M. Pelegrini.

Este texto exprime brilhantemente a ideia do principal objetivo das religiões: A Paz entre os filhos de Deus, de suas criaturas. Religar a nós mesmos com Deus através do bem.

Alguns religiosos radicais pegam passagens pouco felizes das escrituras, escritas até mesmo por grandes profetas, mas que se fizermos uma análise espiritual e moral, chegamos a conclusão que são ideias ou preceitos presos a época em que foram escritos.

Acreditamos que o verdadeiro religioso espera de sua religião o transformar em uma pessoa melhor e não pior.

Evoluir nossa alma ou espírito (parte imaterial nossa) significa irmos em direção as qualidades morais-espirituais elevadas tais como amor, união, disciplina, virtude, grandes preceitos morais.

Nas três grandes escrituras sagradas do Deus de Abraão: (Torá judaica, Bíblica cristã e Corão islâmico) vemos uma imensidão de preceitos, ideias e mandamentos que tinham muito sentido quando foram escritos mas que eram relativos a época em que foram passados por Deus.

Por exemplo, na Torá há passagens de que os patriarcas judeus guerrearam com inimigos, mas que, como almejavam a paz não ficaram com os espólios da guerra, como era o costume da antiguidade mas sim devolveram aos antigos donos. Isso pode ter sido um ato moral muito relevante na época da antiguidade, que só tem sentido naquela época. Da mesma forma passagens dizendo que os escravos eram bem cuidados.

Atualmente a humanidade mais evoluída moralmente e espiritualmente condena a guerra e a escravidão e alguém considerado "bom" naquela época por tratar bem um escravo, ou devolver um bem ganho na guerra hoje não seria considerado tão "bom" quanto antigamente.

Desta forma ao estudarmos as escrituras sagradas do judaísmo, cristianismo e islamismo temos sim que relativizar algumas passagens nos pontos em que nós nos encontramos mais evoluídos que a própria escritura.

No Islamismo mesmo, talvez Deus de Abraão tenha permitido antes de nossa época atual o uso da violência para expandir a palavra de Deus entre os guerreiros árabes. Assim pode ter ocorrido também em relação a Igreja Católica que foi por um tempo violenta, mas que ajudou por outro lado a expandir o cristianismo no mundo Novo (Américas).

Mas como é dito no Apocalipse, após a humanidade estar "madura" não seriam permitidos mais "erros" (violência a principal delas).

Desta forma mesmo que encontremos partes violentas nas escrituras, temos que ignorá-las se quisermos evoluir espiritualmente. Se no mundo antes do juízo final era permitido a todos errarem individualmente e coletivamente, nestes momentos atuais de juízo final, Deus daria a humanidade menos espaço e menos tolerância aos erros cometidos.

Por isso o verdadeiro objetivo das religiões são trilhar caminhos que nos melhoram e nos levam para o Bem. Portanto tudo que é negativo, tal como discórdias, ódio, violência, inveja, rancor, ressentimentos, preguiça, assassinato, escravidão, entre outras qualidades, sentimentos ou emoções não devem ter como fundamento a religião.

Há passagens nas escrituras que também colocam medo na cabeça do fiel no sentido de que seria melhor seguir as escrituras do que a própria mente e consciência pessoal.

Mas se segundo nossa consciência pessoal somos levados por nossa religião a cometer o mal, a sermos radicais e violentos, pode ter certeza que está no caminho errado e assim como é dito no artigo de José Reis Chaves a verdadeira religião só pode nos fazer melhores e não piores. Deus enviou vários profetas e nos deu suas leis através de escrituras sagradas não para piorar o mundo, mas ao contrário o evoluir moralmente e espiritualmente cada vez mais, para a própria felicidade da humanidade.

Quando nos abstemos de fazer o mal, não só estamos cumprindo a verdadeira religião como estamos nos religando (origem da palavra religião) com o Deus Único de Abraão (Ser imaterial da dimensão espiritual inteligente criador e mantedor de todo o Universo), ou com nosso Pai.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Aliança entre judeus e cristãos: Rumo ao diálogo sincero (Vontade de Deus Único de Abraão sendo materializada aos poucos).

Com“Para fazer a vontade de nosso Pai Celestial:Rumo a uma parceria entre judeus e cristãos



Depois de quase dois milênios de hostilidade mútua e alienação, nós, rabinos ortodoxos que lideram comunidades, instituições e seminários em Israel, Estados Unidos e Europa reconhecem a oportunidade histórica agora diante de nós. Procuramos fazer a vontade de nosso Pai Celestial, aceitando a mão oferecida a nós por nossos irmãos e irmãs cristãos. Judeus e cristãos devem trabalhar juntos como parceiros para enfrentar os desafios morais de nossa era.
O Shoah (Holocausto) terminou há 70 anos. Foi o clímax entortado de séculos de desrespeito, opressão e a rejeição dos judeus e a consequente inimizade que se desenvolveram entre judeus e cristãos. Em retrospecto, é claro que o fracasso em romper esse desprezo e se engajar em um diálogo construtivo para o bem da humanidade enfraquecido a resistência a forças do mal de antissemitismo que engoliram o mundo em assassinato e genocídio.
Reconhecemos que, desde o Concílio Vaticano II, os ensinamentos oficiais da Igreja Católica sobre o Judaísmo mudaram fundamentalmente e de forma irrevogável. A promulgação da Nostra Aetate cinqüenta anos atrás iniciou o processo de reconciliação entre as duas comunidades.
Nostra Aetate e os posteriores documentos oficiais da Igreja que inspiraram inequivocamente rejeitar qualquer forma de antissemitismo, afirmar a eterna aliança entre Deus e o povo judeu, rejeitar deicídio e sublinham a relação única entre cristãos e judeus, que eram chamados de “nossos irmãos mais velhos” pelo Papa João Paulo II e “os nossos pais na fé” pelo Papa Bento XVI.

Nesta base, os católicos e outros funcionários cristãos começaram um diálogo honesto com os judeus que cresceu durante as últimas cinco décadas. Agradecemos a afirmação do lugar único de Israel na história sagrada e a redenção final mundial da Igreja. Hoje, os judeus recebem sincero amor e respeito de muitos cristãos que foram expressos em muitas iniciativas de diálogo, reuniões e conferências ao redor do mundo.

Como fez Maimonides e Yehudah Halevi, reconhecemos que o cristianismo não é nem um acidente nem um erro, mas o resultado da divina vontade e dom para as nações. Ao separar o judaísmo e o cristianismo, D’us quis uma separação entre parceiros com diferenças teológicas significativas, e não uma separação entre inimigos. Rabbi Jacob Emden escreveu que “YESHUA trouxe uma dupla bondade para o mundo. Por um lado, ele fortaleceu a Torá de Moisés majestosamente … e como um de nossos sábios falou mais enfaticamente sobre a imutabilidade da Torá.

 
Por outro lado, ele removeu os ídolos das nações e obrigando-os nos sete mandamentos de Noah para que eles não se comportam como animais do campo, e incutiu-os firmemente com traços morais … ..Cristãos são congregações que trabalham em prol dos céus que estão destinados a suportar, cuja intenção é para o bem do céu e cuja recompensa não será negado. “Rabino Samson Raphael Hirsch nos ensinou que os cristãos” aceitaram a Bíblia judaica do Tanach como um livro de revelação divina . Eles professam sua crença no D´us do Céu e da Terra, como proclamado na Bíblia e eles reconhecem a soberania da Divina Providência. ”


Agora que a Igreja Cristã reconheceu a Aliança eterna entre D’us e Israel, nós, judeus, podemos reconhecer o curso e a validade construtiva do cristianismo como nosso parceiro na redenção do mundo, sem qualquer medo de que isso vai ser explorado para fins missionários. Como afirma o Rabinato Chefe de Comissão Bilateral de Israel com a Santa Sé, sob a liderança de Rabi Yashuv Cohen, “Nós não somos inimigos, mas parceiros inequívocos em articular os valores morais essenciais para a sobrevivência e o bem-estar da humanidade”. Nenhum de nós pode alcançar a missão de D’us sozinho no mundo.

Ambos os judeus e os cristãos têm uma missão comum de aliança para aperfeiçoar o mundo sob a soberania do Todo-Poderoso, para que toda a humanidade irá invocar o Seu nome e abominações serão removidas da terra. Entendemos a hesitação de ambos os lados para afirmar esta verdade e pedimos a nossas comunidades para superar esses medos, a fim de estabelecer uma relação de confiança e respeito. Rabino Hirsch também ensinou que o Talmud coloca os cristãos “no que diz respeito aos direitos entre homem e homem exatamente no mesmo nível como judeus. Eles têm uma reivindicação para o benefício de todos os deveres não só de justiça, mas também de amor fraterno humano ativo. “No passado, as relações entre cristãos e judeus eram frequentemente visto através da relação conflituosa de Esaú e Jacó, ainda Rabbi Naftali Zvi Berliner (Netziv) já havia entendido, no final do século XIX que judeus e cristãos são destinados por D’us para ser parceiros amorosos: “No futuro, quando os filhos de Esaú são movidos por puro espírito de reconhecer o povo de Israel e suas virtudes, então nós também seremos movidos para reconhecer que Esaú é nosso irmão. “.

Nós, judeus e cristãos temos mais em comum do que aquilo que nos divide: o monoteísmo ético de Abraão; a relação com Aquele que é o Criador do Céu e da Terra, que ama e cuida de todos nós; Sagradas Escrituras judaicas; uma crença em uma tradição de ligação; e os valores da vida, da família, justiça compassiva, justiça, liberdade inalienável, amor universal e da paz mundial final. Rabino Moisés Rivkis (Be’er Hagoleh) confirma isso e escreveu que “os Sábios se faça referência apenas ao idólatra do seu dia que não acreditava na criação do mundo, no Exodus, D’us fez ações milagrosas e a lei dada por D’us. Em contraste, as pessoas com quem estamos trabalhando acreditam em todos esses fundamentos da religião “.A nossa parceria em nada minimiza as diferenças em curso entre as duas comunidades e duas religiões. Nós acreditamos que D’us emprega muitos mensageiros para revelar a Sua verdade, enquanto nós afirmamos as obrigações éticas fundamentais que todas as pessoas têm antes de D’us que o Judaísmo sempre ensinou através da aliança de Noé universal.

Ao imitar D’us, judeus e cristãos devem oferecer modelos de serviço, amor incondicional e santidade. Todos somos criados à Imagem Santa de D´us, tanto judeus e cristãos permanecerão dedicados ao Pacto por desempenhar um papel ativo em conjunto na redenção do mundo.”

Signatários iniciais (em ordem alfabética):
Rabino Jehoshua Ahrens (Alemanha)
Rabino Marc Angel (Estados Unidos)
Rabino Isak Asiel (Rabino-Chefe da Sérvia)
Rabino David Bigman (Israel)
Rabino David Bollag (Suíça)
Rabino David Brodman (Israel)
Rabino Natan Lopez Cardozo (Israel)
Rav Yehuda Gilad (Israel)
Rabino Alon Goshen-Gottstein (Israel)
Rabbi Irving Greenberg (Estados Unidos)
Rabino Marc Raphael Guedj (Suíça)
Rabino Eugene Korn (Israel)
Rabino Daniel Landes (Israel)
O rabino Steven Langnas (Alemanha)
Rabino Benjamin Lau (Israel)
Rabino Simon Livson (Rabino-Chefe da Finlândia)
Rabino Asher Lopatin (Estados Unidos)
Rabino Shlomo Riskin (Israel)
Rabino David Rosen (Israel)
Rabino Naftali Rothenberg (Israel)
Rabino Hanan Schlesinger (Israel)
Rabino Shmuel Sirat (França)
Rabino Daniel Sperber (Israel)
Rabino Jeremiah Wohlberg (Estados Unidos)
Rabino Alan Yuter (Israel)

Signatários subsequentes:
Rabino Herzl Hefter (Israel)
Rabino David Jaffe (EUA)
Rabino David Kalb (EUA)
Rabino Shaya Kilimnick (EUA)
Rabino Yehoshua Looks (Israel)
Rabbi Ariel Mayse (EUA)
Rabino David Rose (UK)
Rabino Zvi Solomons (UK)
Rabino Yair Silverman (Israel)
Rabino Daniel Raphael Silverstein (EUA)
Rabino Lawrence Zierler (EUA)

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Comentários de Chester M. Pelegrini: 

Aos poucos as profecias bíblicas vão evidenciando a verdade:  de que judeus, cristãos e islâmicos são irmãos espirituais, separados não pelo ódio, mas pela vontade divina em diversas ramificações das religiões irmãs do Deus Único de Abraão, cujos profetas principais foram Abraão, Moisés, Jesus e Maomé.

Em tempos de guerra e ódio generalizado, a paz parece algo distante. Mas em tempos de paz a guerra é que irá parecer distante, quando as pessoas se unirem mesmo portando diferenças, ou seja a Unidade na diversidade.

Da mesma forma quando a Paz de Deus (Yavéh, Pai, Alá) for se esclarecendo e iluminando cada vez mais nosso planeta nessa época de Juízo Final, quanto mais corações e mentes se inclinarem para o bem, mais a balança da humanidade será inclinada para o bem, concórdia e união entre os diferentes cimentarão a coluna do Templo da Nova Jerusalém, onde haverá se a humanidade passar nas provas e tribulações do Juízo Final uma Mesquita (Al-Aqsa) sagrada, uma Igreja sagrada, e o Terceiro Templo judaico será reconstruído para a glória de Deus.

A união dos irmãos será o maior desgosto para os inimigos dos filhos da Luz do Deus Único de Abraão: Satanás ou Lúcifer, que instiga o ódio entre os irmãos e que tentando colocar discórdias inclusive nos textos sagrados (Torá, Bíblia e Corão) para que os irmãos se matassem e agissem eternamente como animais sem moralidade.

O ódio que Lúcifer tem pela humanidade é imenso. Nós judeus somos perseguidos por uma promessa bíblica de Satanás: Por Moisés ser o primeiro a levar ao planeta Terra a Luz divina através da Torá, Lúcifer prometeu perseguir, matar e humilhar todos os judeus.

O judaísmo é a base para o cristianismo e o islamismo. Destruir os judeus seria a glória maior de Satanás, pois destruiria as bases de todas as religiões abraamicas no mundo derivadas do judaísmo, cristianismo e islamismo.

Deus Único de Abraão (
Yavéh, Pai, Alá) deu para a humanidade um total de 1260 anos para nós evoluirmos os atributos morais, espirituais da humanidade sob pena de sermos expulsos do paraíso, que significa simbolicamente acabarmos com a vida na Terra.

No livro “A chave de Davi o Deus de Abraão” de mesma autoria do autor deste Blog, CHESTER MARTINS PELEGRINI[1] o mesmo tenta calcular a data provável do juízo final através de uma interpretação possível[2].

A Bíblia diz que Jerusalém seria pisada por 42 meses, e segundo teólogos 42 meses simbolizam 1260, ou seja, 1260 anos. Somando o número 1260 que o Apocalipse fornece com o ano de 1095 (Primeira cruzada oficial para retomar Jerusalém por questões religiosas) chega-se a uma possível data do Juízo Final:

Este trecho "pisarão na cidade santa por quarenta e dois meses" quer dizer que Jerusalém no período do juízo final ficará em guerra e isto já é previsto nas escrituras. O tempo "42 meses" deve ser visto com reservas já que o tempo para Deus é diferente da humanidade e números exatos são difíceis de estabelecer nas escrituras. Mas uma previsão é possível. 42 meses equivalem profeticamente há 1260 dias, Apoc. 11:3. A primeira cruzada com o objetivo de "libertar" Jerusalém se deu no ano de 1095. Esta pode ser a data onde começaria o juízo final, ou seja, o início do "pisarão na cidade santa". Dias nas profecias muitas vezes são como anos. Com mais os 1260 (1095 + 1260), o ano de 2355 seria a data do final do juízo final segundo essa interpretação possível.”[3]

Aquela região sempre foi disputada por impérios, mas por questões religiosas a primeira guerra santa foi o envio dos cruzados em 1.095 d.C..

Desta forma o Juízo Final poderia se estender do ano 1.095 d.C. ao ano 2.355 d.C. 

O Deus Único de Abraão (Yavéh, Pai, Alá) daria portanto um prazo do Século XII (doze) ao Século XIV (vinte e quatro), 1260 (mil duzentos e sessenta anos), após enviar seus três principais profetas (Moisés, Jesus e Maomé) para a toda humanidade evoluir moral e espiritualmente e construir um Reino de Paz que cristãos chamam de “Reino Milenar de Deus ou de Jesus Cristo”[4].

Um trecho específico do Apocalipse é mais literal, pois, revela do que se trata o Apocalipse em geral: O surgimento de um Novo Reino Mundial de Deus implantado na Terra, chamado de Nova Jerusalém:

3:12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.[5]

Desta forma se quisermos ter parte no Novo Reino Mundial de Deus, chamado profeticamente de Nova Jerusalém temos que sermos favoráveis ao bem, a união, paz e tolerância.



[1]  Antigo nome de Batismo do autor. O autor nasceu e logo depois lançaram um frango de natal com o mesmo nome “Chester”. Devido às piadas que sofria na infância e começo da adolescência decidiu mudar de nome para Paulo Eduardo. O autor ainda utiliza o nome antigo em algumas ocasiões.
[2]  Nota do Autor: Não é uma prática muito comum citar obras de si mesmo, mas como o assunto é de religião e o autor já escreveu sobre esse assunto, pedimos licença para leitor citar apenas um pequeno trecho que o autor entendeu ser pertinente.
[3]  Ib Idem 27
[4] Para ver mais sobre esse Reino Milenar o estudo consulte o artigo do Pr. Cleverson de Abreu Faria. FARIA, Cleverson de Abreu. O Reino Milenar de Jesus Cristo. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/ReinoMilenarJesusCristo-CleversonFaria.htm acesso em 28 mar. 2017.
[5]  Ibid 125.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Papa diz que pobreza e miséria espiritual causam terrorismo

Papa diz que pobreza e miséria espiritual causam terrorismo

O papa Francisco disse que o"terrorismo fundamentalista é fruto de uma grave miséria espiritual e de uma notável pobreza social




O papa Francisco afirmou hoje (9) que o terrorismo é causado por uma "miséria espiritual" e pela "pobreza social". Em mais um apelo contra a violência por motivação religiosa, ele discursou para o corpo diplomático do Vaticano e disse que o "terrorismo fundamentalista é fruto de uma grave miséria espiritual e de uma notável pobreza social".

"Faço um apelo a todas as autoridades religiosas para rejeitarem com força qualquer ato de assassinato em nome de Deus", disse. O papa afirmou que o terrorismo poderá ser combatido somente com a contribuição "dos líderes sociais e políticos", os quais podem garantir a liberdade religiosa e promover ações que "evitem um terreno fértil para o fundamentalismo", como medidas de combate à pobreza.

No mesmo discurso, o papa comentou a crise imigratória que atinge a Europa e agradeceu a países como Itália, Alemanha, Grécia e Suécia por medidas de acolhimento de refugiados, entre os quais, frequentemente, há denúncias de infiltração de terroristas.

Política de isolamento

"Uma abordagem cautelosa por parte das autoridades públicas não significa uma política de isolamento", disse. "Não se pode reduzir esta dramática crise atual a um simples número", afirmou, referindo-se aos milhares de imigrantes do norte da África e do Oriente Médio que fogem de seus país devido às guerras e ao terrorismo.

"Na Europa, onde não faltam tensões, a disponibilidade ao diálogo é o único caminho para garantir a segurança e o desenvolvimento do continente", afirmou o papa, admitindo que vê com "preocupação" o futuro do continente.



Comentários Chester M. Pelegrini sobre a notícia para o Blog.

O Papa é um grande líder de nosso tempo, ele entende como ninguém que as várias religiões são vários caminhos criados por Deus para satisfazer as necessidades espirituais dos diferentes povos da humanidade.

Sabe que respeitar o caminho dos outros é engrandecer o próprio caminho. Não é questão de ser politicamente correto, nem ser fingido. Quando temos a iluminação espiritual e aplicamos de fato o mandamento de "amar o próximo como a si mesmo", o nosso amor à Deus, nos leva a amar todas suas criaturas, sendo assim as nacionalidades, as etnias, os caminhos religiosos escolhidos por cada um, tornam-se irrelevantes.

Muitos em épocas de extremismo tanto na política quanto religião, tendem a endurecer seus corações, dizem: "Como eu sendo um judeu ou cristão, irem amar um islâmico, vejam o que os terroristas fazem, não tem diálogo com animais".

Agora eu pergunto, quem disse que terroristas falam em nome de 1,5 bilhão de islâmicos? De onde vem sua autoridade espiritual, a não ser do próprio desejo animal e egoísta de sangue e destruição, e com a blasfêmia ainda de ser em "nome de Deus".

O Papa foi extremamente feliz em sua declaração, ao dizer que o terrorismo vem da pobreza espiritual.

Pobreza espiritual é sinônimo de mediocridade espiritual. A pobreza espiritual significa achar que só o caminho que se escolhe é o melhor e que todos os outros estão errados. É achar que o outro está sempre errado e estamos sempre certos.

Isto é ser medíocre, é se achar o único repositório de sabedoria e luz da humanidade, ao invés de contemplar a verdade em várias fontes.

O Papa também disse algo muito importante, o terrorismo também é culpa dos líderes religiosos, que decidem se radicalizar e se tornarem verdadeiros "pobres espirituais", a pobreza é mais no sentido de mediocridade.

O Papa não é só um líder espiritual dos Cristãos, Católicos, ele é um verdadeiro líder espiritual moderno, evoluído espiritualmente em seu tempo e entrará para a histórica como um dos melhores papas do mundo, a altura do desafio do cargo que ocupa, líder dos cristãos, uma das maiores religiões abraamicas do mundo, do nosso Deus de Único de Abraão.


Paz, coexistência e amor a todos.