Capa A Chave de Davi

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Judeus, Cristãos e Islâmicos são irmãos espirituais?


Num mundo altamente dividido e polarizado como o nosso, há muita discórdia e um clima de ódio recíproco entre os diferentes.

Mas o que as escrituras e a história tem a nos ensinar?

Alguns chegam a dizer que a animosidade existente entre os judeus e islâmicos por exemplo remontam a uma passagem bíblica presente no livro Gênesis:

"Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12)."

Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/Judeus-Arabes-Muculmanos.html#ixzz3Z2HXOWZJ


Além dessa diferença, outros citam que a rivalidade entre judeus e cristãos poderia ser uma espécie de vingança pela culpa da morte de Jesus atribuídas aos judeus, o Papa Bento XVI disse que essa história não teria fundamento:


"No livro “Jesus de Nazaré”, o Santo Padre apresenta a morte de Cristo como reconciliação (expiação) e cura, e evoca a natureza e o significado histórico da ressurreição.
O Pontífice se adentra também numa análise bíblica e teológica para explicar o motivo pelo qual não tem fundamento a afirmação de que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus. Bento XVI comenta um trecho de João que define os judeus como os acusadores de Cristo, mas afirma que o evangelista não se refere ao povo de Israel em geral, e menos ainda, lhe atribui um caráter “racista”."
Já a rivalidade entre cristãos e islâmicos remontam as cruzadas e invasões recíprocas:
"O avanço islâmico teve profundas repercussões para o cristianismo. Como vimos, a Igreja Oriental ou Bizantina foi seriamente enfraquecida, tendo perdido algumas de suas regiões mais prósperas. A Igreja ocidental ou romana voltou-se mais para o norte da Europa. Com isso, o cristianismo tornou-se mais europeu e menos asiático ou africano. Também foi acelerado o processo de separação entre as Igrejas grega e latina. Outro problema para os cristãos foi a mudança da sua postura com relação à guerra e ao uso da força. Desde o início, os cristãos tinham aprendido de Cristo e dos apóstolos a prática do amor e da tolerância no relacionamento com o próximo. Agora, num mundo cada vez mais hostil à sua fé, eles acabaram abandonando muitos de seus antigos valores e passaram a elaborar toda uma série de justificativas filosóficas e teológicas para legitimar a violência em certas situações. Esse processo havia se iniciado com a aproximação entre a Igreja e o Estado a partir do imperador Constantino, no quarto século, tendo se intensificado nos séculos seguintes. Num primeiro momento, legitimou-se o uso da força contra grupos cristãos dissidentes ou heréticos, como os arianos e os donatistas. Séculos mais tarde, os cristãos haveriam de articular a sua própria versão de guerra santa, dirigindo-a principalmente contra os muçulmanos."
Já o recente conflito entre judeus e islâmicos seria a questão da criação do Estado de Israel:
Outro evento que acabou por gerar nova animosidade entre os países muçulmanos e o Ocidente cristão foi a criação do Estado de Israel, em 1948, e a percepção de que o Ocidente, principalmente os Estados Unidos, apóia incondicionalmente o Estado Judeu em sua luta contra os palestinos e outros povos árabes. Dois novos ingredientes nessa luta foram o súbito enriquecimento de algumas nações árabes com a exploração do petróleo e o surgimento do fundamentalismo militante entre os xiitas, uma antiga facção islâmica minoritária ao lado da maioria sunita. A militância islâmica tem gerado várias revoluções e o surgimento de regimes islâmicos, como aconteceu há alguns anos no Irã. Além do apoio dos Estados Unidos a Israel, os fundamentalistas se ressentem da presença de tropas americanas na Arábia Saudita, o berço do islã, e da influência cultural do Ocidente nos seus respectivos países, vista como danosa para a sua fé e seus valores tradicionais.
Desta maneira há alguns fundamentos bíblicos, históricos e demais "fundamentos" que nos fariam crer que realmente judeus, cristãos e islâmicos seriam inimigos e a paz entre os três povos/seguimentos religiosos seria impossível.

Houve é certo, muita discórdia entre os grupos irmãos (judeus, cristãos e islâmicos), mas o fato é que todos os grupos devem se perdoarem reciprocamente caso todos nós queiramos ter acesso a uma nova vida na Terra abençoada por Deus após o Juízo Final.

Na Nova Terra, na Nova Jerusalém haverá só um reino, e Deus através das escrituras é claro dizendo que aqueles que não forem pacíficos, tolerantes e amáveis uns com os outros que não será permitido que vivam nessa Terra planejada por Deus.

A questão não é coletiva, mas individual entre Deus e você, Deus te dá o livre arbítrio para seguir o caminho do bem ou do mal, mas ele é claro com você: caso siga o caminho do mal (durante o juízo final) você não terá acesso a vida na Nova Terra. Como isso será ninguém sabe a não ser o próprio Deus, mas ele é claro ao dizer que os maus, intolerantes e agressivos não terão espaço nesse novo mundo.

Portanto esqueça os "fundamentos" religiosos, históricos, pessoais de ódio. Deus simplesmente quer que sigamos o bem independente do quanto achamos difícil ou fácil. Pois como está dito na Torá (antigo testamento do Deus de Abraão). "O mal é um desejo em ti, mas Deus te deu inteligência para dominardes este mal".

E você de que lado está? Em seu juízo particular está auxiliando a construção da Nova Jerusalém ou ainda está no mundo do Reino da Besta (anarquia, ódio, etc...).

Que Deus nos abençoe e que sejamos um pilar a mais na implementação de seu Reino na Terra.

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