Capa A Chave de Davi

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Por que não devemos ser radicais (extremistas) em assuntos religiosos

Na atualidade está muito difundido a ideia de que só os "radicais" são os verdadeiros "seguidores" de algo.

Seriam aqueles que seguem a risca uma religião ou qualquer outra área.

Os radicais tendem a achar que são os legítimos seguidores de um profeta, de uma religião, de um esporte, de uma ciência, etc....

Mas não devemos agir assim se quisermos ter maturidade espiritual.

Essa ideia pode chocar alguns mas é bem provável que seja verdade.

A guerra entre o bem e o mal é muito mais feroz do que muitos imaginam. Ela se estende em todo o Universo em diversos planetas e também entre o mundo material e o espiritual e está presente em cada um de nós.

Isto quer dizer que os planos maléficos são muito mais sofisticados do que a maioria dos mortais acreditam.

Por isso a guerra entre bem x mal é muito mais intensa e onde queremos chegar?

Quer dizer que os líderes espirituais que mais temos afinidade, enfim inclusive os grandes profetas da humanidade como Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, por mais perfeitos que eles sejam, eles também podem ter cometidos erros.

Nas escrituras cristãs está registrada uma passagem onde o mal estava tentando o nosso profeta.

Essa passagem deixa claro que até mesmo os grandes profetas sofreram influência do mal.

Muitos tendem a ver os profetas como super heróis cheios de poderes especiais. A grande verdade é que os profetas eram homens comuns, a única diferença é que foram escolhidos por Deus para levar suas mensagens de tempos em tempos do mundo espiritual/religioso/imaterial para o mundo material que é este em que tudo se desenrola.

Temos que nos perguntar, o mal do jeito que é deixaria os planos de Deus ocorrerem na plena perfeição?

É óbvio que não. O mal deve ter influenciado e muito os profetas, para colocarem passagens erradas nas escrituras, coisas de ódio, e assim por diante.

O caso emblemático do nosso querido e amado profeta Jesus. Quem garante que ele deveria ter morrido na cruz? E se estava planejado para Jesus ensinar por muitos e muitos anos e morrer de velhice como Moisés?

Muitos também acreditam que Deus também é um super herói que sabe tudo e que controla tudo.

Mas as coisas não são tão simples.

Por isso ser radical em uma religião não o faz melhor. Na verdade o próprio Jesus alertou que devemos estar vigilantes em assuntos espirituais. Ele quis dizer em outras palavras que não devemos ter uma fé cega, devemos questionar, estudar, ponderar com nossa razão se devemos seguir ou não algo. Jesus ao dizer que devemos ser vigilantes nos assuntos espirituais/religiosos/imateriais deu a entender também que poderiam existir muitas mentiras, alterações, adulterações, e que o mal seria o grande responsável por isso.

E isso também está nas escrituras. Satanás jurou que faria de tudo para que os planos divinos não dessem certo. As missões espirituais dos profetas não foram um jardim de rosas como muitos acreditam.

O mal teve e tentou interferir causando mentiras, discórdias e tentando destruir os planos divinos. A história ficou como a conhecemos, mas isso não quer dizer que foi um caminho de rosas florido e fácil.

Portanto aqueles que querem ser mais maduros espiritualmente, não devem ser radicais religiosos. Não porque isso seja politicamente correto, mas porque os mais maduros espiritualmente sabem que por mais que amamos nossos profetas, eles sofreram fortes influências do mal, que tiveram como objetivo desvirtuar toda a obra de Deus.

Isto significa que nas religiões, nas escrituras, e nas falas dos profetas principais, podem conter sim erros, pois a perfeição só existe no mundo imaterial. Muitos tratam os maiores profetas como semi deuses perfeitos, como verdadeiros super heróis.

Após a morte dos profetas muitos mais ingênuos acreditam ainda que os grande profetas retornariam aos seus tronos "celestiais". Acreditamos que as coisas não ocorrem dessa forma. O mal persegue todos aqueles que seguem o bem e os grandes profetas não estariam livres para fazer tudo o que voluntariamente foram designados com o caminho livre.

Outra questão que também se impõe que não devemos ser radiciais do ponto de vista religioso, é porque no fundo no fundo ninguém sabe a verdade. A religião e a espiritualidade é feita com a intuição com nossa parte espiritual, sempre haverá a dúvida, e sempre existirá um "será?".

Portanto não ser radical é fruto da maturidade espiritual, é saber que a luta entre o bem e mal é mais baixa e suja do que podemos sequer imaginar. É sermos vigilantes como nosso profeta Jesus nos ensinou. Não devemos ser cegos nem radicais porque isto significa trilhar o caminho mais difícil e o caminho do bem.

Ser radical é acreditar cegamente que tudo está correto e que não é preciso "nada mais".

Mas a realidade infelizmente é muito mais complexa e difícil do que pode parecer.


Paz a todos os homens de bem.


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