Genesis
(Torá Judaica/Antigo testamento) - Primeiro Testamento do Deus de Abraão aos
Judeus do nosso amado profeta Moisés

Moisés (primeiro profeta do Deus de Abraão)
Gênesis
1:1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
A Torá foi uma revelação, inspirada pelo Deus de Abraão (o mesmo Deus
dos judeus, cristãos e islâmicos entre outros) e desta maneira deve ser levada
em consideração na interpretação à vontade sabedoria divina (teosofia) ou ótica
divina e o tempo divino (eternidade) que são diferentes da compreensão humana.
Portanto em toda a Torá (primeiro testamento do Deus de Abraão) é preciso ser
interpretada em nossa opinião sob a ótica simbólica já que não faria sentido
Deus descrever a história do povo judeu apenas como um relato histórico.
Acreditamos que por ser uma escritura sagrada e eterna (atemporal), mesmo que os
fatos já tenham acontecido (passado) podem ainda acontecer (presente) e ainda
estar por vir (futuro) devido à natureza imaterial (espiritual) por ser um
plano divino (natureza espiritual).
Os antigos utilizavam histórias
para passar mensagens de conhecimento e sabedoria, por isto todas as histórias
possuem um objetivo e alcance maiores em nossa opinião, que é o de transmitir
conhecimento à humanidade, portanto não tem importância se as histórias
realmente aconteceram ou não, já que o principal objetivo é a transmissão da
sabedoria divina de forma simbólica ou representativa. Como é um livro sagrado
para toda a humanidade isto deve ser levado em consideração. Desta maneira céus
e terra podem significar o Universo inteiro e Terra o nosso planeta e o nosso sistema
solar e todas as condições necessárias para que a vida inteligente existisse.
1:2
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o
Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
A Terra era sem forma e vazia
pode significar que estava em formação durante bilhões de anos. Trevas sobre a
face do abismo pode significar o caos inicial do universo em nascimento e a
constatação de que o Espírito de Deus já existia antes da criação do universo
material composto de energia e matéria (átomos e demais partículas conforme as
leis científicas do mundo material).
1:3
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
A Luz está a nosso ver em sentido simbólico. Pode ser dada como a criação da matéria e do universo por Deus em um momento remoto e sob a ordem deste. Em nossa opinião poderia ser o momento em que o Universo foi separado em várias dimensões, sendo a dimensão espiritual separada da material.
A Luz está a nosso ver em sentido simbólico. Pode ser dada como a criação da matéria e do universo por Deus em um momento remoto e sob a ordem deste. Em nossa opinião poderia ser o momento em que o Universo foi separado em várias dimensões, sendo a dimensão espiritual separada da material.
Criação da Luz (Universo material)
1:4
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
A separação entre luz e trevas
pode ser no sentido de apenas dia e noite. Mas acreditamos que foi nesse
momento em que Deus criou o livre arbítrio e a polaridade existente em todas as
coisas. Luz e Trevas podem significar ainda que Deus separou tudo que era do
bem do que era do mal, tudo que há polaridade: força/fraqueza, vida/morte,
bem/mal, etc.... Pode também ser interpretado como a separação do mundo
espiritual do mundo material se deu nesse momento também. Isto não significa
que o mundo espiritual seja do bem e o material do mal, mas sim que houve uma
separação pela vontade divina. Até porque há elementos espirituais utilizados
tanto para o bem quanto para o mal, assim como coisas materiais que dependendo
de como são usadas podem causar tanto o mal quanto o bem, como uma arma de fogo,
por exemplo, pode ser utilizada para proteger uma pessoa honesta de bem quanto
por um bandido para cometer atrocidades. Acreditamos que a maioria dos elementos
e das coisas sejam neutros como, por exemplo, armas, dinheiro, sexo, poder,
força, etc... O que diferencia as coisas e as tornam do bem ou do mal é a
maneira como são utilizadas, por quem e com qual finalidade.
1:5
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o
dia primeiro.
Dia primeiro pode ser no sentido
de dar início a contagem do tempo no universo e ao início do mundo material.
Dia então tem o sentido de unidade de tempo e não um dia comum numa
interpretação simbólica. Como o tempo é relativo a "dia", para Deus
pode significar bilhões de anos no tempo dos humanos, pois o tempo de Deus
acreditamos ser o da eternidade assim como no mundo espiritual.
Tempo divino x tempo material
É interessante notar também que
embora os fatos narrados no gênesis possam estar no passado, sob a possível
ótica divina (teosofia) os acontecimentos narrados nas escrituras sagradas,
tanto a judaica, a cristã e a islâmica, entre outras simbolicamente podem ainda
estar por acontecer no futuro, pois o tempo de Deus é diferente do nosso, além
de que no mundo espiritual acreditamos não haver tempo, só existe tempo
(contagem) no mundo material. Desta forma interpretaremos as escrituras desta
maneira: os atos podem já ter acontecido literalmente como ainda estão por
acontecer já que o mundo espiritual é diferente do material e com todo respeito
às interpretações literais das escrituras com finalidades e práticas
religiosas.
1:6
E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas
e águas.
1:7
E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da
expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
1:8
E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
1:9
E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a
porção seca; e assim foi.
1:10
E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e
viu Deus que era bom.
Estas passagens contém uma ideia
importante. A da criação das condições de vida no planeta Terra e possivelmente
em todo o Universo foi um processo lento e controlado por Deus. Portanto
podemos concluir que os processos naturais da natureza, embora sigam as leis
científicas, todo o processo como um todo seguem as vontades de Deus de uma
forma geral e que as próprias leis da natureza e ciência são frutos da obra de
Deus. Portanto a evolução da ciência abrirá cada vez mais o espectro de visão
da realidade da humanidade.
Terra e Universo em formação a bilhões de anos.
1:11
E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera
que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e
assim foi.
Neste trecho é demonstrado que a
vida em geral nos planetas começa pelas plantas que são formas de vidas mais
simples, como os vegetais por exemplo.
1:12
E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore
frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era
bom.
1:13
E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
1:14
E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o
dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias
e anos.
1:15
E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim
foi.
Aqui é demonstrada a nosso ver a
criação das estrelas que além de darem condições de vida aos planetas produzem a
maioria dos elementos materiais necessários à existência da vida. É sabido pela
ciência que são das explosões estelares que surgem os variados elementos
químicos materiais presentes em nosso planeta do ouro ao ferro entre vários
outros.
1:16
E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o
luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
1:17
E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra,
1:18
E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as
trevas; e viu Deus que era bom.
1:19
E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
1:20
E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem
as aves sobre a face da expansão dos céus.
Após o dia quarto, que podem
significar bilhões de anos no tempo divino (não necessariamente 4 bilhões de
anos, mas bilhões de anos devido o prisma da eternidade da ótica divina),
surgiram os répteis, segundo nossa visão os dinossauros. É interessante este
trecho, pois a ciência mostrou que a vida na terra evoluiu de forma gradual e
lenta. Embora a natureza e o universo material pareçam não ter coordenação
alguma, vemos que as leis gerais da natureza são ditadas por Deus segundo o
primeiro testamento do Deus de Abraão.
Répteis de alma vivente (dinossauros).
1:21
E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas
abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas
conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
"Deus criou" no sentido
de orientar de forma geral segundo as leis científicas (da natureza) a evolução
das espécies.
1:22
E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas
nos mares; e as aves se multipliquem na terra.
Esta passagem demonstra a
evolução das espécies no planeta e demonstra o carinho de Deus por todas as
formas de vida. Esta parte revela algo bonito da parte de Deus, de que ele ama
todas as formas de vida de todo o planeta e de todo o Universo. Onde há vida há
a presença divina. Desta forma devemos respeitar os animais e os tratá-los com
respeito por que Deus também os ama. Abençoar está no sentido de amar em nossa
opinião.
1:23
E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
1:24
E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e
répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.
1:25
E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua
espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era
bom.
"Viu Deus que era bom"
demonstra a alegria de Deus em contemplar a evolução dos animais. Que embora
seja controlada pelas leis da natureza é observada e guiada por Deus.
1:26
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e
domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e
sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
A ordem de criação divina do
homem embora pareça estar no passado, em nossa interpretação ainda ocorre.
"Façamos o homem" quer dizer um projeto de homem, uma matriz ou
modelo, o homem no mundo das formas ideais. Da mesma forma que um projeto de um
prédio não é o mesmo que o prédio construído, o projeto de homem perfeito é um
projeto divino que está em constante evolução para se materializar ou não em
cada homem que existe.
Um dos critérios chaves para
interpretar de forma simbólica a Torá (escritura sagrada ao povo judeu e do
mundo) é saber que o tempo divino e espiritual é diferente do tempo material. O
prisma das escrituras é o da eternidade. Portanto o projeto de homem perfeito
faz parte da vontade divina e ainda ecoa na eternidade.
O Segundo trecho "e domine
sobre os..." Quer dizer que Deus criou a humanidade para cuidar do planeta
Terra em auxílio direto a Deus, e, portanto o dominar é no sentido de guiar,
cuidar e preservar o máximo que puder e não destruir o planeta. Esta passagem demonstra
que o mundo material também é importante para Deus e que a criação do homem
atende a um objetivo bem claro: "dominar a Terra", no sentido de ser
tipo um guardião da Terra e não o dono. Estamos aqui a serviço de Deus e isso
demonstra que a Terra na qual vivemos não nos pertence, mas pertence a Deus e
estamos aqui com um objetivo e não apenas para viver de forma egoísta. Embora o
homem possa ter prazer, a criação do homem não foi feita somente para isto. A
humanidade tem, portanto uma finalidade divina, ou seja, cuidar, preservar e
guiar as forças da natureza e não a destruir. Mas é importante ressaltar que ao
homem e mulher foi dado o livre arbítrio para seguirmos ou não as Leis de Deus
(da Luz).
1:27
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
criou.
"A sua imagem" em nosso
prisma, quer dizer que o homem foi dotado com a inteligência semelhante
(sabedoria) que Deus possui e não a imagem no sentido somente físico. Também
que a nossa inteligência é da mesma essência da divina. Isto não quer dizer que
somos como deuses, e nem que somos mais sábios do que Deus. Mas que temos uma
parcela ainda que pequena da sabedoria semelhante à divina.
1:28
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a
terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus,
e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
Frutificai e multiplicai-vos
significa um mandamento para que o homem deixe descendentes quando possível
conforme suas forças: mentais, genéticas, financeiras entre outras. Este
mandamento divino precisa ser interpretado com sabedoria. Pessoas sem
possibilidade médica de ter filhos, ou que passam por muitas dificuldades
financeiras não precisam seguir a risca este mandamento, pois também não é da
vontade divina que o homem/mulher viva em condições degradantes.
Bebê: Deus é a favor da vida
O objetivo deste mandamento é
manter a Terra povoada. É da vontade de Deus que o planeta seja habitado pela
humanidade com um grande número de pessoas, o que está próximo do ideal em
nossa opinião. Não quer dizer que esse mandamento não tenha mais uso, mas que
deve ser relativizado pelo bom senso, quando o número de habitantes da Terra se
tornar um número em que a capacidade da Terra em prover uma vida digna para
todos não esteja próximo do limite.
Em relação ao "sujeitai-a e
dominai", que dizer que o homem controle, cuide e preserve a Terra
(planeta) para as próximas gerações. Que através da ciência (humanas, exatas,
etc...) e sabedoria humanas (equilíbrio) utilize os recursos nela existentes de
forma sábia e com justiça em relação ao maior número de pessoas, com o auxílio
das ciências (economia, direito, sociologia, administração, matemática, etc...)
como a melhor forma de gerir os recursos do planeta.
Segundo a primeira escritura do Deus de Abraão para os Judeus
revelada por Moisés, os recursos naturais do planeta devem ser utilizados com
sabedoria pela humanidade por serem escassos.
1:29
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre
a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente,
ser-vos-á para mantimento.
1:30
E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da
terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim
foi.
1:31
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a
manhã, o dia sexto.
Esta passagem é interessante,
pois demonstra que Deus criou a terra e todas as coisas nela existentes para
que a humanidade a use, e a sirva como mantimento (reservas). Portanto, deve
cuidar para que as próximas gerações tenham a mesma qualidade de vida digna. O
homem tem o direito de destruir a natureza, mas só na medida do bom senso, pois
para produzir os bens necessários à vida da humanidade alguma interferência
mínima é necessária desde que não seja abusiva.







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