Capa A Chave de Davi

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gênesis 2 a 2:25


2:1 ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
2:2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

"E havendo Deus acabado", no sentido literal em que está escrito nos dá impressão que este trabalho divino terminou. Mas de forma simbólica ou mística, entendemos que Deus ainda não acabou a sua obra e que "dia" significa uma medida de tempo, que no sentido espiritual não existe desta maneira. Desta forma a escritura tem duas finalidades; a literal: para que aqueles que querem seguir as escrituras tenham base para suas práticas religiosas, como por exemplo, descansar no shabbat (sétimo dia). Mas no sentido simbólico, como tempo para Deus é infinito e diferente do mundo material, podemos interpretar que o descanso divino ainda está por vir.
Como não sabemos ao certo como se conta o tempo do mundo espiritual, e quanto significa um dia (divino) para Deus, que como já dito podem significar bilhões de anos, entendemos que o mundo está longe de ser perfeito e acabado. Se considerarmos que a obra já está pronta tanto em relação à humanidade quanto em relação à evolução da Terra, chegaríamos a um Deus que não seria perfeito. Portanto com todo respeito aos que interpretam literalmente as escrituras, por uma questão de interpretação apenas, reservamos no direito com humildade de interpretar que o dia divino é diferente do dia humano, e que a obra de Deus ainda está operando, pois o projeto, a matriz ou modelo do homem e da mulher perfeita da vontade divina ainda está em evolução.





Tempo material (limitado) x Tempo divino (eternidade). Exemplos de medidores de tempo (ampulheta, relógio do sol e relógio atômico).

2:3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
2:4 Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus,

Entendemos que Deus ainda não descansou de toda a sua obra, pelo fato de o tempo divino ser diferente do tempo do universo material e também porque a perfeição do homem/mulher e da Terra está longe de existir. Portanto na interpretação simbólica o tempo das frases (passado, presente e futuro) deve ser interpretado sob uma ótica divina para que possamos entender o máximo do alcance dos seus significados. Isto não significa que as interpretações literais estão erradas, somente que as escrituras por ser um texto de proveniência divina, possuem um alcance dúplice: aceitam uma interpretação literal com objetivos religiosos (práticas religiosas) assim como uma interpretação simbólica com alcance maior.

2:5 E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.

Essa passagem "e não havia homem para lavrar a terra" demonstra o caráter de projeto da vontade divina sobre a terra e sobre o homem/mulher. Ou seja, que já havia o projeto de homem perfeito, mas que ainda estava em evolução. Este trecho simboliza o homem e mulher primitivos que ainda não dominavam a agricultura "para lavrar a terra", ou seja, os planos divinos é que a humanidade dominasse a agricultura.


Agricultura antiga e moderna já era um plano divino

2:6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.
2:7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

O trecho "pó da terra" pode significar a forma como os antigos acreditavam que seriam os elementos da natureza. Como a Torá (primeiro testamento do Deus de Abraão para os judeus) foi escrita há muitos milênios, e o mensageiro de Deus vivia em certa sociedade de seu tempo, alguns elementos desse tempo passaram para as escrituras. Acreditava-se naquela época que o homem provinha do elemento "terra". Se formos fazer uma reinterpretação atual, poderíamos entender que o homem foi feito com os elementos químicos provenientes da terra (átomos e demais substâncias químicas) provenientes da natureza da própria Terra.




Pó da terra (elementos químicos/átomos)

2:8 E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.

Jardim do Éden no nosso ponto de vista é a própria Terra. Seria o nome divino do planeta Terra, um projeto ou plano divino perfeito. Jardim do Éden seria a Terra do futuro, um projeto da vontade divina para o homem e mulher do futuro viver na Terra caso tenham a sabedoria necessária.

Terra - Jardim do Éden (Plano divino)

2:9 E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Árvore no sentido literal são árvores que dão frutos. Mas neste trecho, o caráter simbólico das escrituras se ressalta. Árvore da vida no meio do jardim significa em nosso entendimento um significado simbólico. Árvore representa ramificações. Quando nos referimos a Árvore genealógica, nos referimos a ramificações. Desta maneira árvore da vida pode significar o DNA humano, a linhagem genética da humanidade. Já a árvore do conhecimento do bem e do mal, podem significar as ramificações das ciências.
Se lermos novamente o trecho anterior comentado, nas próprias escrituras demonstram que são árvores diferentes: Árvores “boas para comida” (árvores comuns) e a árvore da vida (ramificações do código genético DNA) e a árvore do conhecimento do bem e do mal (ramificações da ciência) destacadas depois.
Portanto é criação de Deus as árvores comuns, as ramificações do DNA e as ramificações das ciências (humanas e exatas em especial a matemática e engenharia como veremos mais adiante). Esta passagem é interessante, pois demonstra que o DNA humano (árvore da vida) é o código da vida humana e também das demais espécies de vida do planeta.












Árvore da vida (DNA ou Código Genético)






Plantas, animais, bactérias e vírus.

2:10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.

Éden em nossa interpretação é a Terra do futuro, a Terra que é um plano divino para o homem e a mulher perfeitos segundo a sabedoria divina (teosofia) caso consigam por seu livre arbítrio conquistar. A seguir são descritos que do Éden haveria um rio que se dividia em quatro braços. Jardim do Éden também pode representar que a Terra do futuro poderá ter muitas áreas verdes (bosques, parques, jardins) para representar a vida, a paz e a saúde da nova humanidade, assim como representar um planeta com vida e que respeita a vida (do bem). Também pode significar que devemos preservar as áreas verdes como florestas, mares entre outros locais com vida e ainda a maior consciência "verde" da humanidade em respeito a todas as formas de vida. Acreditamos que paraíso simboliza um lugar dominado pela paz, união, amor e compreensão que podem ser tanto materiais (lugares bons) como espirituais.









Éden (planeta do plano divino para a humanidade)


Exemplos de jardins (áreas verdes) seria um símbolo da Terra do futuro caso os planos divinos se realizem.
2:11 O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro.
2:12 E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica.
2:13 E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe.
2:14 E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates.

Podemos notar que há descrições detalhadas que os rios são rios que passam na Terra, no planeta material (que possui existência no plano físico). As descrições são apenas para mostrar que o Éden não é um jardim espiritual, mas um plano, um projeto que está na vontade de Deus, mas que possui existência material como neste trecho com indicações geográficas precisas: "este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates". Não quer dizer em nossa opinião que essas regiões são sagradas, mas apenas que o Éden é um local da própria Terra, ou seja, não é algo simbólico, mas, com existência real, sendo todo o planeta.


Mapa com indicações materiais da antiga Assíria.

Jardim do Éden, portanto, em nossa concepção simbólica é a própria Terra perfeita que ainda está por vir se a humanidade fizer por merecer e caso não a destrua, ou seja, destruída por forças da natureza.

2:15 E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

Nesse sentido embora esteja no passado (interpretação literal) Deus parece já ter colocado o homem no jardim do Éden, mas na verdade a vontade de Deus é que a humanidade habite a Terra (Éden) no futuro, mas isso dependerá de algumas coisas, como se verá mais a frente, se tendo em mente que a interpretação simbólica é pelo tempo divino que não distingue (passado, presente, futuro). Éden seria o nome divino da própria Terra.

2:16 E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
2:17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Essa passagem diz que se o homem utilizar a árvore da ciência (bem e mal) de forma errada, toda a humanidade será extinta. As ramificações das ciências como todos nós sabemos podem trazer tanto o bem quanto o mal. A ciência em si é neutra, mas as descobertas e invenções (tecnologia) e todos os avanços da ciência podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal.
Essa passagem deve ser interpretada com sabedoria. Deus não deseja que o homem não evolua as ciências, não é nada disso, mas que tome muito cuidado com as ramificações das ciências (árvore do conhecimento do bem e do mal), pois se ultrapassar alguns pontos principais resultará o colapso da própria humanidade. Em resumo devemos usar a tecnologia (fruto; resultado da árvore do conhecimento) com responsabilidade e sabedoria. Não acreditamos que a ciência seja do mal, mas que Deus apenas nos avisa que ela poderá levar a destruição da vida na terra "certamente morrerás" caso não seja utilizada com a sabedoria humana e divina (teosofia) conjugadas.









Exemplos de frutos (tecnologia) da árvore do bem e mal (ciências). (telefone, veículos, aviões, moradias, armas de guerra, alimentos transgênicos, armas nucleares, etc...)

2:18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
2:19 Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

Adão é o nome divino do projeto ou plano de homem perfeito presente na vontade de Deus. O outro trecho demonstra um uso sábio da árvore da ciência: nomear todos os seres viventes (vivos). Logo após falar da árvore do conhecimento (ramificações das ciências) Deus inspirando o mensageiro da Luz dá um exemplo de uso da ciência para o bem, nomear todos os seres vivos, estudar a natureza, mostra um uso sábio da inteligência humana proveniente de Deus e que a ciência deve estar a serviço do bem da humanidade. Em relação à existência de Adão acreditamos que é semelhante a um projeto ou plano humano, por exemplo, de construção de um prédio, ele existe e ao mesmo tempo pode ser ou não materializado (construído). Acreditamos que Adão enquanto plano de homem perfeito existe só que pode ser materializado ou não no mundo físico todas as vezes que um homem age com perfeição fica mais próximo do plano divino e quanto menos age com perfeição mais distante deste plano estaria. Assim como a Terra (Jardim do Éden) enquanto plano já existe na vontade divina, portanto é totalmente possível dizer que o homem foi, é ou será expulso do jardim do Éden, pois é algo que já pode ter acontecido, pode estar acontecendo ou ainda acontecerá no futuro já que a dinâmica do tempo divino (eternidade) é diferente do tempo humano e por ser um plano que já existe, mas pode já ter sido materializado ou não, ou apenas parte dele (em andamento). Acreditamos que o Éden, Adão e Eva são planos divinos da Terra onde o bem predomina e o homem e mulheres perfeitos. Se nós fazemos planos e nós fomos feitos a imagem e semelhança de Deus podemos entender pela lógica que Deus também faz planos. Homem perfeito no caso não significa características físicas, mas as imateriais/espirituais como, por exemplo, as virtudes, vontade firme, ética, bem, união, força, equilíbrio, disciplina entre outras possíveis. Desta forma um deficiente físico, mental ou qualquer outro tipo de deficiente também poderia ser perfeito na ótica divina (teosofia), pois se trata de uma perfeição espiritual (imaterial).

Adão: Plano divino para o homem perfeito

2:20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
2:21 Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
2:22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.

Esta passagem está repleta de simbolismo como é possível notar de antemão. A expressão "tomou uma das suas costelas" é como se fosse uma expressão do tipo "cortar a própria carne". É uma expressão que simbolicamente quer dizer que o projeto da mulher perfeita (EVA) foi feita de uma maneira por Deus a refletir o que seria o melhor para o homem perfeito (ADÃO) e não que Deus tirou uma das costelas literalmente e com todo respeito às interpretações literais. Esta expressão denota que a mulher perfeita (EVA) foi idealizada de uma forma que o homem deve amá-la e respeitá-la, pois foi idealizada de uma forma muito especial para o homem e vice-versa.

Eva: Plano divino para a mulher perfeita

2:23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.

O que Deus demonstra é que o projeto de homem perfeito (ADÃO) teve enquanto modelo (forma imaterial) a participação na criação da mulher. Isto quer dizer que Deus conseguiu ver ADÃO em movimento, em vida, mesmo sendo ele um projeto/plano ou que já tinha projetado quais seriam as necessidades do homem perfeito (ADÃO).

2:24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Aqui está a prova que "serão ambos uma carne" demonstra o uso de expressões que demonstram união na criação da mulher perfeita. São figuras de linguagem no sentido de mostrar que o homem (ADÃO) e mulher (EVA) perfeitos foram realmente feitos um para o outro e para buscarem viver em harmonia.

2:25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

Homem e a mulher nua significam os homens e mulheres primitivos em evolução, que andavam seminus. Com a evolução da escrita e da inteligência humana (evolução da árvore do conhecimento/ciência) o homem e mulher passaram a se envergonhar, ou seja, andarem com roupas, terem mais malícia.












Homem e mulher primitivos (em evolução).

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