Capa A Chave de Davi

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gênesis 39 a 39:23


39:1 E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá.
39:2 E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu SENHOR egípcio.
39:3 Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão,

Esta passagem da escritura demonstra que a prosperidade é um dom de Deus. Todos aqueles que desejam ser ricos devem pedir a Deus em primeiro lugar que conceda o dom da riqueza e ter em mente que tudo pertence a Deus e que somos meros guardiões. Também temos que ter em mente que nem todos irão conseguir ficar ricos e que não é do bom grado de Deus que as pessoas tentem a todo custo ser ricas. Da mesma forma que nem todos conseguem ser forte fisicamente ser rico é uma questão de força financeira que exige muitas coisas ao mesmo tempo e depende de muitas variáveis quem nem sempre estão presentes para todos. O importante deste trecho é que a prosperidade é um dom que devemos pedir a Deus e que por ser muito complexa pode ou não ser realizada. Também é importante ressaltar que com o aumento da riqueza e prosperidade aumenta a responsabilidade das famílias, organizações e nações, pois as pessoas tendem a seguir o exemplo daqueles que admiram. Como o desejo de riqueza é muito grande na maior parte das pessoas, organizações e nações muitos seguem o exemplo daqueles que são prósperos, portanto devem estar atentos as suas ações que podem servir de exemplo para os demais, pois como diz o ditado popular: "A quem muito foi dado, muito será cobrado". Devemos ter em mente ainda que para Deus a vida de todas as pessoas possui o mesmo valor independentemente da riqueza e prosperidade conquistada e que a riqueza em si é neutra (não é do bem nem do mal) mais os meios de conquista da riqueza e como a mesma é utilizada podem ser benéficos ou maléficos e lembrando que todos aqueles que possam se exaltar na busca pelo poder político ou econômico serão julgados por Deus.


Prosperidade: dom concedido por Deus.

39:4 José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.
39:5 E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo.
39:6 E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de porte, e de semblante.
39:7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo.
39:8 Porém ele recusou, e disse à mulher do seu SENHOR: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;
39:9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?
39:10 E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela,
39:11 Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali;
39:12 E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.
39:13 E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua roupa em sua mão, e fugira para fora,
39:14 Chamou aos homens de sua casa, e falou-lhes, dizendo: Vede, meu marido trouxe-nos um homem hebreu para escarnecer de nós; veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz;
39:15 E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e fugiu, e saiu para fora.
39:16 E ela pôs a sua roupa perto de si, até que o seu SENHOR voltou à sua casa.
39:17 Então falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veio a mim o servo hebreu, que nos trouxeste, para escarnecer de mim;
39:18 E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua roupa comigo, e fugiu para fora.
39:19 E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Conforme a estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu.
39:20 E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere.
39:21 O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.
39:22 E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali.

José na prisão simboliza em nossa opinião todos aqueles que são presos injustamente. Embora como vimos numa passagem anterior Deus é a favor da Justiça humana e das leis humanas, a justiça divina é muito mais correta e menos sujeita a erros que a humana, pois é perfeita. Desta forma todos aqueles acusados de alguma coisa devem ser tratados de forma digna e mesmo aqueles que sucumbirem ao mal deve ser tratado com dignidade nas prisões. O objetivo de a escritura relatar a prisão de José é para que todos os homens reflitam sobre a dignidade dos que estão presos, pois muitas das vezes a justiça humana pode errar e prender inocentes ou pessoas que só possuem indícios de que cometeram crimes. Mesmo aqueles que tratam dos presos como juízes, carcereiros, policiais não devem sucumbir ao mal. Mesmo em situações limite como tiroteios, prisões e guerras os policiais ou soldados podem escolher entre seguir o bem ou o mal. Entre matar um preso ou um soldado inimigo mesmo em uma situação limite as pessoas podem escolher entre seguir a Luz ou as Trevas. Como toda a vida é importante para Deus todo aquele que mata ou tortura alguém ofende não só aquela pessoa, mas também a Deus em primeiro lugar. Portanto entre matar um preso ou um soldado "inimigo" (está entre aspas, pois só na mente dos homens há inimigos) é melhor prender a pessoa ou tentar fazer o "inimigo" se render (prisioneiro de guerra) do que tirar a vida. O que se quer dizer é que mesmo em situações limites como guerras ou rebeliões os homens ainda sim podem escolher entre a Luz e as Trevas e por suas atitudes serão julgados por Deus.

José na prisão simboliza os injustiçados.

39:23 E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava.

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